3/29/2006

O holocausto nuclear

Não é o Irão que é uma ameaça para segurança global, mas sim os Estados Unidos da América e Israel.
Em recentes desenvolvimentos, governos europeus ocidentais – incluindo os estados denominados "não-nucleares" que possuem armas nucleares – juntaram-se ao vagão da banda. A Europa Ocidental e os estados membros da Aliança Atlântica (a NATO) endossaram a iniciativa militar conduzida pelos EUA contra o Irão.
Os planeados ataques aéreos do Pentágono ao Irão envolvem "cenários" que utilizam tanto armas nucleares como convencionais. Mesmo que não implicasse a utilização de armas nucleares, o perigo potencial de um holocausto nuclear no Médio Oriente deve, no entanto, ser considerado muito seriamente. Isto deve tornar-se um ponto central do movimento anti-guerra, particularmente nos Estados Unidos, Europa Ocidental, Israel e Turquia.
Também se deveria entender que a China e a Rússia são (não oficialmente) aliados do Irão, fornecendo-lhe equipamento militar avançado e um refinado sistema de defesa míssil. É improvável que a China e a Rússia assumam uma posição passiva, se ou quando os bombardeamentos aéreos forem executados.
A nova doutrina nuclear antecipativa defende a "integração" das operações "defensivas" e "ofensivas". Além disso, a importante distinção entre armas convencionais e nucleares foi diluída.
Do ponto de vista militar, os EUA e os seus parceiros de coligação, inclusive Israel e Turquia, estão "num estado de prontidão."
Através da desinformação dos media, o objectivo é galvanizar a opinião pública ocidental em defesa de uma guerra conduzida pelos EUA contra o Irão como retaliação ao seu desafio à comunidade internacional.
A propaganda de guerra consiste na "fabricação de um inimigo" enquanto veicula a ilusão de que o mundo ocidental está sob o ataque de terroristas islâmicos, os quais são directamente apoiados pelo governo de Teerão.
"Tornar o mundo mais seguro", "prevenir a proliferação de dispositivos nucleares sujos por terroristas", "implementar acções punitivas contra o Irão para assegurar a paz", "combater a proliferação nuclear pelos estados párias"...
Com apoio dos media ocidentais, foi instalada uma atmosfera generalizada de racismo e xenofobia contra os muçulmanos, particularmente na Europa Ocidental, o que proporciona uma falsa legitimidade à agenda de guerra dos EUA. Esta é apresentada como uma "guerra justa". A teoria da "guerra justa" serve para camuflar a natureza dos planos de guerra dos EUA, dando uma face humana aos invasores.
O movimento anti-guerra está, em muitos aspectos, dividido e mal informado acerca da natureza da agenda militar dos EUA. Várias organizações não-governamentais culparam o Irão, por não cumprir com as "exigências razoáveis" da "comunidade internacional". Estas mesmas organizações, que estão comprometidas com a paz mundial, tendem a subestimar as implicações do proposto bombardeamento americano ao Irão.
Reverter esta tendência exige uma campanha maciça com uma vasta rede a fim de informar os povos de todas as terras, no país e no estrangeiro, em bairros, locais de trabalho, paróquias, escolas, universidades, municipalidades, acerca dos perigos de uma guerra patrocinada pelos EUA que contempla a utilização de armas nucleares. A mensagem deveria ser estrondosa e clara: O Irão não é ameaça. Mesmo sem a utilização de armas nucleares, os bombardeamentos aéreos propostos poderiam resultar numa escalada, conduzindo finalmente a uma guerra que pode abranger grande parte do Médio Oriente.
O debate e a discussão também devem ter lugar dentro da comunidade militar e de inteligência, nomeadamente acerca da utilização de armas nucleares tácticas, nos corredores do congresso dos EUA, em municipalidades e a todos os níveis do governo. Em última análise, a legitimidade dos actores políticos e militares em altos cargos deve ser desafiada.
Os media corporativos têm igualmente uma forte responsabilidade pelo encobrimento dos crimes de guerra patrocinados pelos EUA. Devem por isso ser vigorosamente desafiados pela cobertura enviesada que têm feito da guerra do Médio Oriente.
No ano passado Washington travou um "braço de ferro diplomático" a fim de recrutar países para apoio da sua agenda militar. É essencial que, ao nível diplomático, países do Médio Oriente, da Ásia, África e América Latina tenham uma posição firme contra a agenda militar dos EUA.
Condoleezza Rice viajou pelo Médio Oriente, "exprimindo preocupação sobre o programa nuclear do Irão", procurando o apoio inequívoco dos governos da região contra Teerão. Enquanto isso, a administração Bush disponibilizava fundos para apoio de grupos de dissidentes iranianos dentro do Irão.
O que devemos fazer é romper com a conspiração do silêncio, denunciar as mentiras e distorções dos media, enfrentar a natureza criminosa da administração dos EUA e dos governos que a apoiam, a sua agenda militar assim como a sua chamada "Agenda de Segurança Interna" que já estabeleceu os contornos de um estado policial.
O Mundo está na encruzilhada da crise mais séria da história moderna. Os EUA embarcaram numa aventura militar, "uma longa guerra" que ameaça o futuro de humanidade.
É essencial trazer o projecto bélico dos EUA para o primeiro plano do debate político, particularmente na América do Norte e na Europa Ocidental. Os líderes políticos e militares que se opõem à guerra terão de adoptar uma posição firme, no interior das suas respectivas instituições. Os cidadãos devem adoptar, individual e colectivamente, uma posição contra a guerra.
Materia Completa:
http://resistir.info

3/24/2006

Imagens da Carnificina no Iraque







3/20/2006

General chama Rumsfeld de incompetente

Washington, 19 mar (EFE).- O general da reserva dos Estados Unidos Paul Eaton, responsável pelo treinamento de tropas iraquianas entre 2003 e 2004, pediu hoje a demissão do secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, que classificou como "incompetente em estratégias".
Eaton lançou seu apelo em um artigo publicado pelo jornal "The New York Times" no mesmo dia em que se cumpre o terceiro aniversário do início da guerra do Iraque.
Em seu artigo, o ex-general disse que Rumsfeld é "incompetente estratégica, tática e operacionalmente, e muito mais responsável pelo que ocorreu com nossa importante missão no Iraque".
"O senhor Rumsfeld deve pedir demissão", sustentou o militar, atualmente na reserva e que entre coisas assegura que o secretário de Defesa "pôs o Pentágono à disposição de seu ego, sua visão de mundo da época da Guerra Fria e sua confiança pouco realista na tecnologia como substituta do trabalho humano".
Em outra coluna, publicada no jornal "The Washington Post", Rusmfeld defendeu hoje a necessidade de permanecer no Iraque apesar da violência no país, com o argumento de que abandonar o território árabe "seria equivalente à devolução da Alemanha do pós-guerra aos nazistas".
http://noticias.uol.com.br

Chávez chama Bush de "genocida, alcoólatra e imoral"

CARACAS, VENEZUELA - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, dedicou seu programa semanal de rádio e televisão a criticar duramente seu colega americano, George W. Bush. "Você não sabe muito de história", disse Chávez a Bush. "´Mister Danger´ ("senhor perigo"), você se meteu comigo", afirmou, referindo-se a um relatório divulgado pela Casa Branca nesta semana.
O informe, denominado "Estratégia para a Segurança Nacional/2006", destacou que "na Venezuela, um demagogo nadando em dinheiro do petróleo está afundando a democracia e tentando desestabilizar a região". "Você não sabe muito de história. É ignorante... é burro", disse Chávez sobre Bush, arrancando aplausos do auditório no Estado de Aupure, a cerca de 300 quilômetros a sudoeste de Caracas.
Chávez classificou Bush de "covarde". "Por que não vai ao Iraque comandar as Forças Armadas?", desafiou, e assegurou que era "mais fácil dirigir as ações à distância". "Assassino, genocida, alcoólatra, bêbado, imoral, débil mental, ridículo", acrescentou o presidente venezuelano. "Está pensando em me tirar daqui?", perguntou Chávez ao presidente americano, o qual acusa de querer derrubá-lo do poder e, inclusive, matá-lo.
"É o chefe da oposição venezuelana", disse ainda Chávez, que afirma que enfrentará Bush e seus aliados nas eleições presidenciais de 3 de dezembro, nas quais concorrerá à reeleição para um novo período de seis anos. "Vocês não vencerão" as eleições, disse o mandatário venezuelano.
Chávez afirmou também que "toda Venezuela" lutaria contra uma possível invasão dos Estados Unidos e afirmou que enfrentaria Bush pessoalmente. "Te espero nessas savanas".
http://www.estadao.com.br/ultimas/mundo/

3/16/2006

Bush divulga intenção de atacar Irã sem qualquer aviso

O governo de George W. Bush divulgou, nesta quinta feira, um documento em que apresenta sua disposição e "direito" de realizar disputas bélicas, sem esperar que o oponente ataque. As afirmações constam da nova versão da Estratégia de Segurança Nacional dos EUA. Conhecida como Doutrina Bush, que prevê ações militares preventivas com a justificativa de proteção, a versão atualizada identifica o Irã como inimigo principal dos EUA e também critica a Rússia e a China, segundo os quatro jornais que receberam antecipadamente o texto de 48 páginas, que será apresentado pelo assessor de Segurança Nacional, Stephen Hadley.
Em janeiro do ano passado, ao assumir seu segundo mandato frente ao governo dos EUA, Bush disse que daria prosseguimento à política que marcou seus quatro primeiros anos de governo a Doutrina Bush e que os EUA levariam "esperança a todos aqueles que vivem em tirania, sem esperança e oprimidos".
- A política dos EUA é conseguir e apoiar governos democráticos e eliminar a tirania do nosso mundo. Lançaremos mão de armas quando for necessário - declarou ele.
O novo documento aponta que o país "tomará todas as medidas necessárias" para se defender das pretensões nucleares tanto do Irã como da Coréia do Norte, mas insiste que os EUA "não enfrentam nenhum desafio maior de um só país que o do Irã", segundo os jornais The Washington Post, Wall Street Journal, The New York Times e Financial Times.
"Se for necessário, sob os estabelecidos princípios de autodefesa, não descartamos o emprego da força antes que ocorram ataques (contra os EUA), ainda se persistir a incerteza sobre o momento e o lugar do ataque do inimigo. Quando as conseqüências de um ataque com armas de destruição em massa são potencialmente tão devastadoras, não podemos ficar quietos enquanto crescem perigos graves", diz o texto.
Estratégia
A estratégia expande o plano de segurança desenvolvido pela administração de Bush em setembro de 2002, antes da invasão do Iraque. A doutrina gerou polêmica na época, quando muitos críticos afirmaram que a estratégia era uma tentativa de justificar a invasão do Iraque, mesmo com sem a localização de armas de destruição em massa no país. O documento prevê que a "capacidade e habilidade" de um inimigo são suficientes para justificar uma "guerra preventiva".
Em sua versão revisada, Bush afirma que a política "continua a mesma" e que sua aplicação é "necessária" em alguns momentos. No entanto, o documento afirma que é necessário trabalhar "ao lado dos aliados" e que a diplomacia tem "forte preferência".
Segundo o jornal americano Washington Post, o documento cita ainda tópicos como o genocídio, o tráfico de humanos e a epidemia de AIDS como questões a serem combatidas pela Doutrina Bush, descrita como "idealista em seus objetivos e realista em seus meios."
Esforço nuclear
Em relação ao Irã, os atuais esforços diplomático, com os aliados europeus, para frear seu programa nuclear "têm que ser bem-sucedidos para que se evite um confronto", adverte a doutrina, citada pelo NY Times. Hadley assegurou ao jornal nova-iorquino que "a frase se aplica tanto ao Irã como à Coréia do Norte". Um alto membro da administração de Bush disse ao Financial Times que o problema com o Irã não é só a questão nuclear, mas também seu apoio ao terrorismo.
Segundo o FT, o texto começa com uma mensagem taxativa: "Os Estados Unidos estão em guerra. Esta é uma estratégia de tempos de guerra exigida pelo desafio grave que temos diante (... ) o terrorismo fomentado por uma ideologia agressiva de ódio e assassinatos".
http://correiodobrasil.cidadeinternet.com.br

3/14/2006

Bush afunda com Iraque

A aprovação do governo do presidente americano George W. Bush caiu para apenas 36%, com a opinião pública cada vez menos favorável a sua gestão da guerra no Iraque, revela uma pesquisa Gallup/CNN/USA Today publicada nesta segunda-feira.
Segundo a pesquisa, Bush nunca foi tão impopular quanto agora, e conseguiu cair um ponto em relação a sondagem de novembro, quando só tinha a aprovação de 37% dos americanos após o desastre provocado pelo furacão Katrina.
A pesquisa revela que 60% dos americanos estimam que as coisas vão mal ou muito mal para os Estados Unidos no Iraque; enquanto 57% afirmam que enviar as tropas americanas ao Iraque foi um erro.
Na mesma sondagem, 67% dizem que o presidente não tem um "plano claro para conduzir a situação no Iraque".
A sondagem também revela um claro avanço dos democratas para as eleições legislativas de novembro, com 55% das intenções de voto, contra 39% para os republicanos. Esta diferença de 16 pontos é a maior já obtida pelos democratas desde 1992, segundo o site do USA Today.
Nesta segunda-feira, Bush lançou uma nova campanha para convencer a opinião pública americana sobre a validade da guerra do Iraque.
Os índices de aprovação de Bush caíram abaixo dos 50% em maio passado e estavam em torno de 40% desde outubro.
http://www.noolhar.com

Empresas britânicas já lucraram 1,6 bi de euros no Iraque

As empresas britânicas se beneficiaram em pelo menos 1,595 bilhão de euros desde que as forças agressoras, lideradas pelos Estados Unidos e Inglaterra, tomaram conta do Iraque. A afirmação foi feita ontem (13) pelo jornal The Independent, que levantou os dados junto ao grupo privado "Corporate Watch". De acordo com a análise, bancos, empresas de serviços de segurança, petrolíferas, estúdios de arquitetura e grupos dedicados ao planejamento urbana "tiraram proveito no Iraque".
Entre as que maiores receitas obtidas está a Amec, que obteve cerca de 725 milhões de euros por uma série de contratos para instalar sistemas elétricos e a manutenção dos geradores de energia nos últimos dois anos. Aegis, que fornece segurança privada, ganhou mais de 356 milhões de euros por um contrato de três anos com o Pentágono para coordenar as companhias militares e de segurança no Iraque, acrescentou o jornal.
Com agências internacionais
http://www.vermelho.org.br

GRIPE AVIÁRIA: 177 CASOS EM HUMANOS

GENEBRA, 13 MAR (ANSA) - Um total de 177 casos de gripe aviária foram detectados em seres humanos, dos quais 98 foram fatais, desde o inicio da epidemia em 2003, informou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Atualmente, acrescenta a OMS, estão sendo estudados os casos de outras 11 pessoas, das quais três morreram, possivelmente vítimas do vírus H5N1 contraído no Azerbaijão, onde a gripe aviária fez estragos entre os frangos no começo de março.
O país mais castigado é o Vietnã (93 infectados, 42 mortos), seguido pela Indonésia (29 infectados, 22 mortos), Tailândia (22 infectados, 14 mortos), China (15 infectados, 10 mortos) e Turquia (12 infectados, 4 mortos). (ANSA)
http://www.ansa.it/ansalatinabr

3/11/2006

Slobodan Milosevic

O ex-presidente da antiga Iugoslávia Slobodan Milosevic morreu neste sábado, na unidade de detenção do Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia (Holanda), onde era julgado pelas acusações de crimes de guerra, confirmou o tribunal.
Milosevic era julgado por crimes contra a humanidade cometidos em Kosovo em 1999 e na Croácia entre 1991-1992, além de genocídio nos crimes de guerra ocorridos na Bósnia entre 1992 e 1995.
Nascido em Pozarevac, república sérvia de Montenegro (antiga Iugoslávia) em 20 de agosto de 1941, era filho de um sacerdote da igreja ortodoxa que se suicidou, assim como sua mãe.
Estudou Direito na Faculdade de Belgrado e, de 1969 a 1982, foi alto funcionário do Partido Comunista.
Em outubro de 1987, chegou pela primeira vez à Presidência da Sérvia, a maior das seis repúblicas que formavam a federação iugoslava.
Milosevic era fortemente contrário à independência de Kosovo, região dependente da Sérvia com maioria de população albanesa e que almeja se tornar uma república independente. Desde 1981, quando começaram os enfrentamentos e manifestações na região, Milosevic demitiu vários dirigentes albaneses no Kosovo.
Em abril de 1992, explodiu o conflito na então Iugoslávia e, em 20 de outubro de 1993, Milosevic dissolveu o Parlamento e convocou eleições para 19 de dezembro, as quais venceu.
No início de novembro de 1995 começaram em Dayton, nos EUA, as negociações para a paz na Bósnia, que terminaram no dia 21 do mesmo mês com o estabelecimento da Bósnia como um estado unificado dentro de suas fronteiras atuais, mas dividido em duas entidades: a federação croato-muçulmana e a denominada 'República Srpska' (ou República Sérvia da Bósnia).
Em 15 de julho de 1997, Milosevic foi nomeado presidente da Iugoslávia (Sérvia e Montenegro) para um mandato de quatro anos, pelas duas câmaras do Parlamento federal. Para assumir o cargo, renunciou à Presidência da Sérvia.
Depois de ser ameaçado com uma intervenção da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e se reunir com o mediador americano Richard Holbrooke, Milosevic assinou um acordo de pacificação no Kosovo em outubro de 1998.
Posteriormente, Milosevic rejeitou o envio de tropas aliadas ao Kosovo e, em 24 de março de 1999, a Otan lançou vários ataques contra o Exército iugoslavo e os radares e centros de comunicações sérvios dentro e fora dessa província.
Depois de 78 dias de combates, em 9 de junho, foi firmado um acordo de paz entre representantes do Exército iugoslavo e da Otan na base militar de Kumanovo, na Macedônia.
Em 27 de maio de 1999, foi acusado pelo Tribunal de Haia por crimes contra a humanidade no Kosovo e se tornou o primeiro chefe de Estado em atividade acusado por um tribunal internacional.
Milosevic e quatro de seus colaboradores foram acusados de "responsabilidade criminal direta" na deportação de 740 mil albano-kosovares e pelo assassinato de 340 pessoas.
Em 17 de fevereiro de 2000, foi reeleito presidente do Partido Socialista Sérvio (SPS). Em seu discurso, pediu a retirada das missões internacionais do Kosovo e pediu unidade aos iugoslavos.
Em 20 de setembro de 2000, foram realizadas eleições presidenciais e a comissão eleitoral anunciou que Vojislav Kostunica venceu o pleito, mas até 6 de outubro Milosevic não reconheceu sua derrota.
Em 31 de março de 2001, foi feita uma operação de "assalto" contra sua residência no dia em que terminava o prazo dado pelos EUA à Iugoslávia para serem estabelecidas as reformas democráticas e a detenção de Milosevic, em troca de ajuda econômica ao país.
Na madrugada de 1º de abril, o ex-presidente foi detido e conduzido ao Tribunal Central de Belgrado e interrogado pelo juiz de instrução, que o condenou a 30 dias de prisão preventiva.
Acusado de abuso de poder, má administração de fundos e resistência à autoridade, o próprio Milosevic, como advogado, redigiu o texto de réplica à acusações em 2 de abril.
No dia seguinte, o Tribunal de Belgrado rejeitou o recurso em que, segundo o negociador, Cedomir Jovanovic propunha que Milosevic aceitasse a prisão depois de receber garantias de que não seria levado ao Tribunal Internacional de Haia.
Em 11 de abril, ingressou no Hospital Militar de Belgrado devido a problemas cardíacos agudos e hipertensão.
Em 29 de junho de 2001, foi transferido à prisão de Schveningen, nos arredores de Haia, contra a vontade do presidente iugoslavo, V. Kostunica.
Em 2 de julho, compareceu pela primeira vez perante o Tribunal de Haia, sem advogados, e se negou a ouvir as acusações pelas quais foi submetido a julgamento, qualificando o tribunal como "ilegal".
Em novembro, a promotora-chefe, Carla del Ponte, conseguiu que o Tribunal de Haia aceitasse uma nova acusação contra Milosevic, de genocídio por supostos crimes de guerra acontecidos na Bósnia entre 1992 e 1995.
O ex-presidente iugoslavo tinha problemas de saúde, sofria de hipertensão, problemas cardíacos e esgotamento, que se acentuaram com o fato de assumir sua própria defesa e recusar a representação de um advogado.
O ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic pediu em 22 de fevereiro deste ano aos juízes do Tribunal de Haia que o deixassem ir a Moscou para tratamento médico, mas o tribunal rejeitou o pedido dois dias depois, apesar das garantias russas de que o acusado retornaria.
http://jc.uol.com.br

3/07/2006

Zacarias Moussaoui: Culpado ou bode expiatório

Já passaram mais de quatro anos desde o 11 de Setembro e o francês de origem marroquina Zacarias Moussaoui continua a ser o único alvo de um processo judicial nos Estados Unidos relacionado com os atentados.
No dia 11 de Setembro, Moussaoui não se encontrava entre os 19 piratas do ar, mas as autoridades americanas consideram-no como o vigésimo membro do ataque terrorista, que não pode juntar-se ao grupo porque tinha sido detido no dia 16 de Agosto de 2001, por violação das leis de imigração.
Zacarias Moussaoui chegou aos Estados Unidos no dia 23 de Fevereiro de 2001. O alegado terrorista partiu de Londres com 35 mil dólares no bolso. Entre Fevereiro e Maio, tirou um curso de piloto.
No dia 13 de Agosto inscreveu-se na Pan Am International Flight Academy em Mineápolis, o seu comportamento suspeito chamou a atenção dos seus instrutores e o FBI acabou por o deter três dias depois.
Moussaoui é então acusado de ter participado activamente nos atentados. Primeiro recusa a acusação, depois declara-se culpado, mais tarde retracta-se e no dia 22 de Abril de 2005 declara-se culpado por cumplicidade, ao mesmo tempo que desmente a sua implicação no 11 de Setembro, porque estava a preparar um outro ataque contra a Casa Branca.
Jonathan Turley é professor de Direito na Universidade Georges Washington e refere que "o problema deste julgamento é que não parece que Moussaoui seja culpado das acusações que lhe são feitas. A opinião geral é que ele não é o vigésimo terrorista. Aliás todos os responsáveis dos serviços de inteligência dizem não acreditar que ele seja o vigésimo terrorista."
De facto é sabido que a CIA mantém longe da justiça americana outros presumíveis responsáveis pelo 11 de Setembro, pessoas muito mais importantes na rede Al-Qaida como o alegado cérebro dos atentados Cheikh Khalid Mohammed e Ramzi Bin al-Shibh, presumível tesoureiro da organização terrorista.
Os dois homens não vão comparecer no julgamento de Zacarias Moussaoui, como explica a mãe do réu Aïcha el-Wafi. "Se eles (autoridades norte-americanas) precisam de um culpado, o vigésimo membro está em Guantánamo... o Cheikh Khalid Mohammed e o Ramzi estão nas mãos deles (autoridades norte-americanas), queproibiram o meu filho de ver essas testemunhas."
Alguns juristas consideram que o julgamento de Moussaoui é apenas uma maneira de o Departamento de Justiça norte-americano encontrar um culpado para os atentados do 11 de Setembro de 2001.
www.euronews.net

3/06/2006

Governo britânico defende tratamento dado a presos no Iraque

da Efe, em Londres
O governo britânico defendeu nesta segunda-feira o tratamento dispensado aos prisioneiros no Iraque, diante das acusações de violações dos direitos humanos contidas no último relatório da Anistia Internacional (AI).
Segundo o documento da AI, cerca de 14 mil pessoas continuam detidas no país árabe sem que haja acusações contra elas, o que significa uma violação do direito internacional.
A detenção de pessoas nessas condições durante meses aumenta o risco de serem submetidas a torturas, denuncia a organização humanitária, que detalha em seu relatório uma série de acusações de maus-tratos contra detidos.
O Ministério das Relações Exteriores britânico reagiu nesta segunda-feira ao relatório, e disse que as forças multinacionais mobilizadas no Iraque estão autorizadas por duas resoluções do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) a fazer este tipo de detenção.
O relatório da AI denuncia que o número de detidos no Iraque é quase trinta vezes superior aos 490 presos que permanecem também em um vazio legal na base militar americana de Guantánamo, em Cuba.
A diretora da seção britânica da AI, Kate Allen, qualificou hoje como "apavorante" descobrir que "as forças multinacionais mantêm milhares de pessoas detidas sem acusações".
Segundo a AI, os presos não recebem qualquer visita de advogados ou parentes durante os dois primeiros meses, e muitos deles temem que "nunca serão libertados ou terão a oportunidade de se defender em um tribunal".
Materia Completa: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo

3/05/2006

Dirigente israelense ameaça de morte o primeiro-ministro palestino


Avi Dichter, um dirigente do partido centrista Kadima, do primeiro-ministro israelense interino Ehud Olmert, ameaçou neste domingo prender e matar Ismail Haniyeh, o primeiro-ministro do grupo radical Hamas, designado para formar o próximo governo palestino.
"Se Haniyeh e sua gente continuarem com sua política de terror e de assassinatos no poder, eles ficarão junto de Yassin", declarou Dichter ao segundo canal da TV israelense. Dichter é um ex-dirigente do Shin Beth, o serviço de segurança interior do Estado hebreu.
As palavras de Dichter -- um dos favoritos para o cargo de ministro da Defesa se o Kadima ganhar as legislativas de 28 de março -- aludiam ao fundador e chefe espiritual do Hamas, Ahmad Yassin, assassinado por Israel em 2004.
Haniyeh já escapou de uma tentativa de assassinato em setembro de 2003, quando um avião israelense lançou uma bomba sobre uma casa de Gaza, onde ele estava ao lado de Yassin.
O líder do Hamas também foi preso várias vezes por Israel durante a primera Intifada, que começou em 1987: 18 dias em 1987, seis meses em 1988 e três anos a partir de 1989.
Em dezembro de 1992, Israel expulsou Haniyeh dos territórios palestinos, junto com dezenas de responsáveis do Hamas e do movimento radical da Jihad Islâmica, ao sul do Líbano.
Depois do triunfo do Hamas nas legislativas palestinas de 25 de janeiro, Haniyeh foi encarregado pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, de formar o próximo governo.
www.noolhar.com/internacional

“Teerão não vai ceder”


O Irão não “vai ceder à intimidação e ao envio do dossier nuclear ao Conselho de Segurança das Nações Unidas”, preservando as suas actividades de investigação sobre o enriquecimento de urânio, afirmou o líder dos negociadores iranianos, Ali Larijani.
O objectivo das nossas negociações com a Rússia e a União Europeia era manter e preservar a investigação que começámos”, afirmou ontem o secretário do Conselho Supremo da Segurança Nacional do Irão, à sua chegada ao aeroporto de Teerão, proveniente de Viena.A «troika» europeia (Alemanha, França e Grã-Bretanha) não conseguiu convencer o Irão a suspender todas as suas actividades ligadas ao enriquecimento de urânio, nas discussões realizadas na última sexta-feira na capital austríaca.“A República Islâmica do Irão vai preservar e manter o seu direito à investigação (sobre o enriquecimento de urânio) e não vai ceder à intimidação e ao envio do seu dossier ao Conselho de Segurança das Nações Unidas”, afirmou Ali Larijani.
Apreciação da AIEA
O dossier nuclear iraniano deve ser examinado a partir de amanhã pelo executivo da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), que já notificou o Conselho de Segurança a 4 de Fevereiro último, podendo pedir-lhe, desta vez, para tomar medidas.
Evocando a reunião de amanhã, o líder dos negociadores de Teerão assegurou, contudo, que a “percepção de que os iranianos vão renunciar ao seu direito é falsa, já que todos apoiam esse direito”.
Sem acordo
Ali Larijani garantiu que o Irão “conseguiu um acordo racional com a Rússia”, sobre a proposta de Moscovo para um enriquecimento de urânio iraniano em solo russo.
No entanto, as autoridades russas desmentiram que tal acordo tenha sido conseguido, porque o Irão se recusa a suspender as actividades de enriquecimento de urânio. De acordo com Ali Larijani, “há sinais de que certos países estão dispostos a resolver o problema, autorizando o Irão a prosseguir as actividades de investigação, mas os Estados Unidos continuam a opor-se”. Os ocidentais suspeitam que o programa nuclear civil iraniano possa dissimular um objectivo militar, para obter uma bomba atómica, situação que o Irão desmente. Nesse sentido reclamam o regresso à moratória sobre as actividades de enriquecimento, quebrada em Janeiro passado, receando que estas também possam ter fins militares, mas Teerão insiste no seu direito de desenvolver um programa nuclear civil.
www.oprimeirodejaneiro.pt

3/02/2006

China reage a Pacto Nuclear entre EUA e India

ISLAMABAD, 2 MAR (ANSA) - O presidente norte-americano, George W. Bush, em sua primeira visita à Índia, anunciou hoje um pacto para a cooperação em energia nuclear civil entre Washington e Nova Delhi.
A China reagiu rapidamente ao acordo, e reiterou a necessidade de "manter a eficiência e a autoridade" do Tratado de Não-Proliferação Nuclear.
O porta-voz do ministério de Relações Exteriores chinês, Qin Gang, em clara alusão a que a Índia se nega a firmar este tratado, disse que o mesmo "joga um rol importante" na promoção da não proliferação, o desarme e o uso pacífico da energia atômica.
Bush chegou a Nova Delhi na quarta-feira, depois de uma inesperada visita a Kabul, e na manhã de quinta-feira se reuniu com o primeiro-ministro Manmohan Singh. Ao final da reunião, durante uma coletiva de imprensa conjunta, Bush anunciou o acordo, que era o ponto central de sua visita à Índia.
"Hoje concluímos um acordo histórico sobre energia nuclear", disse Bush, e Singh destacou que se sentia "especialmente honrado" por o ter concretizado sobre as linhas gerais definidas sobre o tema em 18 de julho passado, em Washington.
Em sua visita, Bush também desafiou aos grupos armados paquistaneses, que hoje cometeram um atentado próximo ao consulado norte-americano, em que morreram cinco pessoas, entre elas um diplomata dos Estados Unidos. (ANSA)
http://www.ansa.it/ansalatinabr

Blair exige fechamento de Guantánamo

O primeiro-ministro do Reino Unido, Antony Blair, voltou a criticar ontem o campo de concentração dos Estados Unidos na base ilegal de Guantânamo, em Cuba, onde estão detidas centenas de pessoas que supostamente teriam ligações com grupos terroristas islâmicos.
"Concordo que se trata de uma anomalia e, por isso, deve acabar", disse Blair ao responder um pedido do líder interino dos liberal-democratas, Menzies Campbell, de falar sobre o campo de concentração.
Em seu pronunciamento semanal no Parlamento, Blair afirmou que espera a possibilidade de abertura do processo judicial [de cada preso], o que significa que Guantânamo pode fechar.
"Combatentes" inimigos
Em Guantânamo há cerca de 500 detidos, a maioria capturada no Afeganistão. Eles são considerados "combatentes inimigos" pelo governo de Washington, mas a grande maioria deles seuqer sabe o motivo de estar presa ali. Os EUA não respeitam a Convenção de Genebra em relação ao tratamento de prisioneiros e já ocorreram dezenas de denúncias de tortura a prisioneiros no campo.
Há cerca de 3 meses 300 detidos entraram em greve de fome, solicitando atendimento médico e a presença de advogados, entre outras coisas. O Pentágono ordenou que os grevistas fossem alimentados à força.
Em 16 de fevereiro, cinco relatores de direitos humanos da ONU pediram o fechamento imediato do campo de concentração e o processo ou a libertação dos detidos que não foram acusados nem julgados formalmente.
Com agências internacionais
www.vermelho.org.br